Jyotish · astrologia védica sideral

O mesmo céu, outra régua.

O Jyotish mede o zodíaco a partir das estrelas, não do equinócio — uma diferença de cerca de 24° que basta para mudar de signo a maioria dos planetas de um mapa. Em vez de esconder isso, calculamos os dois zodíacos lado a lado, com o valor do ayanamsa à mostra em graus. Os períodos do Vimshottari são datas de um cálculo declarado, não acontecimentos marcados: a régua do tempo aqui não é uma promessa.

Conteúdo educativo e reflexivo. O Jyotish é uma tradição simbólica milenar lida sobre posições astronômicas verificáveis — as posições são cálculo, a leitura é interpretação, e as duas coisas não se confundem aqui. Períodos planetários descrevem estações de um ciclo, não acontecimentos marcados. Nada nesta página é diagnóstico, previsão ou laudo, e nada substitui acompanhamento de saúde, orientação jurídica ou decisão financeira.

O mesmo céu, outra régua

O Jyotish lê o mesmo céu da astrologia ocidental a partir de outro ponto de referência: as estrelas, e não o equinócio. A diferença entre os dois zodíacos é de cerca de 24° — quase um signo inteiro — e é por isso que calculamos os dois lado a lado, com a subtração à mostra.

O cálculo acontece no seu navegador. Data, hora e lugar de nascimento não são enviados para nenhum servidor.

Sem hora não há lagna, e sem lagna não há bhavas — no Jyotish, onde a casa é o signo inteiro, isso deixa a estrutura toda do mapa em aberto. O calendário de dashas também se desloca, porque a Lua pode trocar de nakshatra no dia.
Selecionada: São Paulo, SP. A lista é local, sem consulta a serviço externo de geolocalização.
O horário de verão é aplicado pela regra histórica da data — inclusive as idas e vindas brasileiras e sua abolição em 2019. Um fuso fixo deslocaria o Ascendente em graus.
Escolhas de método (e por que elas mudam o mapa)

Todo o mapa depende do ayanamsa: ele é a distância entre o zodíaco tropical, ancorado no equinócio, e o sideral, ancorado nas estrelas. São cerca de 24° — quase um signo inteiro. Lahiri (Chitrapaksha) é o padrão oficial do governo indiano e o nosso padrão; trocar de ayanamsa muda frações de grau, o que basta para trocar o nakshatra, o pada e o navamsa de quem nasceu numa fronteira. A escolha aparece no selo do resultado, com o valor em graus na data.

Padrão oficial do governo indiano e o mais usado no Jyotish. Ancora a estrela Spica em 0° de Libra.
Nove partes de 3°20′ — a divisional mais lida ao lado da D-1. A regra de partida depende da modalidade do signo: cardinal conta de si, fixo do nono, mutável do quinto. Cada pada de nakshatra corresponde a um navamsa, e não é coincidência: as duas malhas têm o mesmo passo.
Os períodos usam o ano gregoriano médio de 365,2425 dias. A tradição também usa o ano juliano (365,25), o ano sideral (365,2564) e o ano savana de 360 dias; a escolha desloca as datas em dias no início do ciclo e em anos no fim dele. Não há consenso, então declaramos o valor em vez de escondê-lo.
Urano, Netuno e Plutão não pertencem ao Jyotish clássico: a tradição se formou com os nove grahas visíveis, e os três foram descobertos entre 1781 e 1930. Você pode ligá-los para comparar com o mapa ocidental, mas eles aparecem marcados como acréscimo moderno, nunca misturados aos nove sem aviso.